Sobre Doenças Renais
Como as doenças renais nos afetam:

A doença renal crônica (DRC) é irreversível (não tem cura) e depende de tratamento dialítico ou transplante renal.

As consequências mais graves causadas pela perda de funcionamento dos rins são desnutrição grave, anemia crônica, pressão alta, parada no crescimento e falência de outros órgãos, levando à morte se não houver tratamento adequado. A qualidade de vida das crianças com DRC fica extremamente prejudicada, pois elas passam muito tempo no hospital, separadas da família; ficam impossibilitadas de frequentar regularmente a escola, tomam uma série de medicamentos de custo elevado e têm restrições alimentares rigorosas, principalmente quanto à ingestão de líquidos.

A doença renal crônica está sendo considerada uma epidemia no mundo todo, com crescimento assustador e com grande potencial de se tornar um grave problema de saúde pública.

No Brasil:

-Estimativas de 2011 revelam que há cerca de dez milhões de brasileiros portadores de alguma disfunção renal e acredita-se que a maioria nem saiba disso.

-As estatísticas em crianças são inexistentes, mas estima-se que cerca de 10% sejam menores de 18 anos.

- Um em cada dez brasileiros adultos tem algum grau de perda das funções do rim. Um índice que quintuplica na população acima dos 65 anos.

-A Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) alerta que existem 100 mil brasileiros fazendo diálise e estima-se que o gasto anual com a esse procedimento esteja em torno de R$ 2,2 bilhões.

-Mesmo mapeados os fatores de risco (hipertensão arterial, o diabetes mellitus, obesidade, tabagismo e presença de história familiar), a maioria das pessoas só descobrem que estão com os rins lesionados já quando não há chance de cura.

-Há poucos nefrologistas para toda esta população e os mesmos estão concentrados nos grandes centros, fazendo com que os pacientes tenham que se deslocar e mudar toda sua vida em busca de tratamento específico.

-Mesmo no Estado de São Paulo há poucas vagas para diálise e poucos centros transplantadores.

-Para as crianças e adolescentes, a realidade é ainda mais dura. Há pouquíssimos serviços especializados.

-A enorme dificuldade social vivenciada pela maioria dos brasileiros impossibilita o seguimento adequado do tratamento no domicílio.

-Os doentes renais necessitam de muitos medicamentos, suplementos nutricionais e diversos tipos de materiais hospitalares, que nem sempre estão disponíveis na rede pública.

-Não há casas de apoio em São Paulo que atendam as necessidades específicas dos doentes
renais. As crianças ficam hospedadas em casas de apoio para doentes oncológicos, onde não há estrutura adequada para o tratamento, inclusive em termos de colaboração com as restrições alimentares que quase todas necessitam seguir.

Principais causas de doença renal crônica:

Em adultos:
Hipertensão arterial
Diabetes mellitus
Antecedentes familiares de doenças renais.

Em crianças:
Malformações do trato urinário
Glomerulopatias (nefrite e nefrose)

Outras causas:
Doença renal policística
Doenças autoimunes (como o Lúpus)
Septicemia e neoplasias

Sintomas que indicam que um problema renal deve ser investigado:

-Palidez
-Falta de apetite
-Náuseas
-Mau hálito
-Vontade de urinar durante a noite
-Fragilidade óssea
-Hipertensão arterial descontrolada
-Vômitos
-Inchaço
-Cansaço excessivo

Você sabia?
-A grande maioria dos casos de doenças renais não tem cura.

-Quando a pessoa chega no estágio terminal da doença renal crônica, só há duas opções de tratamento: diálise e transplante renal.

-O transplante renal é o melhor tratamento, mas sua duração é limitada, em média 10 a 15 anos.

-Quando o rim transplantado não funciona mais, o paciente volta para a diálise até que possa fazer um novo transplante. Nesse período, novamente irá necessitar de muitas medicações e de seguimento médico cuidadoso e sistemático.

-Os rins deixam de produzir vários hormônios que ajudam a regular a pressão arterial, hormônios que estimulam a produção de glóbulos vermelhos e que controlam o metabolismo ósseo. A diálise isoladamente não oferece a reposição destes hormônios, motivo pelo qual os pacientes frequentemente precisam tomar medicamentos para controlar estes problemas.

-Durante a sessão de hemodiálise são comuns câimbras e queda rápida da pressão arterial (hipotensão). Isso acontece, principalmente, em conseqüência das mudanças rápidas no equilíbrio dos líquidos e do sódio. A hipotensão pode causar fraqueza, tonturas, enjôos ou mesmo vômitos.O início do tratamento pode ser um pouco mais difícil, pois, nesta fase, o corpo ainda não está adaptado.

-Geralmente as sessões de hemodiálise são feitas três vezes por semana, com duração de quatro horas.